Cuidemos dos idealistas

O texto de hoje é curto, pouco mais que apontamento, muito mais um ajuntamento de ideias que merecerão texto mais organizado – mais ideal.

Venho chamar atenção para um descuido comum, um desleixo cada vez mais frequente: o descaso com os ideais e, em especial, com os idealistas. Digo idealista no sentido de sonhador, de indivíduo que pensa e trabalha por uma realização, algumas vezes pessoal, na maioria delas universal. São seres inquietos, que desafiam a mesmice em busca do que pode ser melhorado ou criado.

A História é contada em grande parte através das realizações – muitas extraordinárias –  dos idealistas. Nem haveria uma História se existissem apenas os acomodados. Dentre os acomodados há ainda os que se beneficiam do esforço alheio, não cumprem sequer um mínimo para serem somente acomodados: abusam mesmo, sobrecarregam os primeiros. A sobrecarga repetida mina a centelha do sonho idealista ao tornar tudo mais penoso, até mesmo impossível.

Então, leitor, peço um favor: saiba identificar os idealistas e junte-se a eles. Procure entender antes de reclamar e, quando o fizer, proponha melhorias. O que funciona hoje não surgiu do nada, nem por determinação divina; quase sempre é resultado de muito esforço e poderia ser melhor se quem emite opinião participasse com realizações.

Não há idealismo que perdure sob ataques persistentes. Quando o ideal é morto, na maioria das vezes (ainda bem!), soçobra o idealista. Este vai logo se interessar por outra realização que, espero, seja mais pessoal e menos dependente dos acomodados. É possível que os acomodados venham a chamá-lo de individualista, mas isso é outro assunto…

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